terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Hospitais suspendem atendimento dos planos de saúde do Governo do Estado

Os procedimentos eletivos para segurados dos planos de saúde do Governo do Estado (Plamta) e da Prefeitura de Teresina (IPMT) estão suspensos a partir desta terça-feira (10). A paralisação acontece por conta do atraso de quatro meses nos pagamentos por consultas, exames, cirurgias e internações. Os diretores de alguns hospitais particulares do Piauí se reuniram hoje com o secretário de fazenda do estado, Rafael Fonteles, para tratar sobre o caso.
Segundo Joaquim Almeida, diretor do Hospital São Marcos, não há como os centros médicos continuarem bancando as despesas do plano de saúde. Ele explica que a tolerância natural seria apenas de 60 dias, mas já se passaram mais de 90.

“Em alguns casos há hospitais sem receber desde setembro do ano passado, mas em sua grande maioria é desde outubro. Não tem como continuarmos bancando essas despesas, então nós paramos”, explicou.

Os valores devidos pelos planos de saúde dos servidores públicos do Estado e do município de Teresina superam os R$ 15 milhões. No caso do IPMT, soma-se ao atraso o não cumprimento de acordo firmado ano passado para que a tabela de procedimentos fosse equiparada aos valores pagos pelo Plamta.
Em reunião nesta manhã com o secretário Rafael Fonteles, diretores do Hospital São Marcos, Prontomed, Hospital São Paulo e Santa Maria, mostraram a situação vivida hoje pelos centros médicos. O diretor Joaquim Almeida ressalta que a paralisação só deve ser finalizada com a efetivação do pagamento.
A suspensão segue pelo menos até 31 de janeiro, quando o governo assegurou que fará o desembolso de R$ 14 milhões devidos a hospitais, clínicas e laboratórios.

“Conversamos com o secretário e ele nos disse que há dinheiro em caixa, mas não paga por questões técnicas. Então vamos esperar o pagamento, sem realizar os atendimentos”, concluiu.

Segundo explicou o secretário da Fazenda, o fluxo financeiro do Estado está sujeito a um sistema que somente será aberto no dia 31 de janeiro. Até lá, haveria dificuldades até mesmo para as despesas do dia-a-dia na administração pública. Desta forma, a suspensão segue pelo menos até o fim deste mês.
A reportagem encontrou em contato com o secretário Rafael Fonteles, mas não teve retorno nas ligações.
Fonte: Portal AZ | Edição: SIM NOTICIAS