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terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Eike confessa em depoimento US$ 16,5 milhões para Cabral

Eike Batista confessou no depoimento que prestou hoje na Polícia Federal que repassou US$ 16,5 milhões para Sérgio Cabral por meio dos irmãos-doleiros Marcelo e Renato Chebar. Este é o dinheiro envolvido na falsa venda de uma mina de ouro. De novo, porém, Eike acrescentou nada à Lava-Jato.
Fonte: O Globo | Edição: SIM NOTICIAS

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Eike Batista é preso e levado ao presídio Ary Franco, no Rio

O avião que trouxe Eike de volta ao Brasil pousou no Galeão às 9h54 da manhã desta segunda (30). O empresário chegou ao Instituto Médico Legal (IML) por volta da 10h30 para ser submetido ao exame de corpo de delito.
O empresário Eike Batista chegou ao presídio Ary Franco, em Água Mansa, no Rio de Janeiro por volta das 11h20 desta segunda-feira após passar por exame de corpo delito, no Instituto Médico Legal (IML). Eike, que estava em viagem de negócios em Nova York, foi detido na manhã desta segunda assim que desembarcou no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio. A prisão do ex-bilionário foi decretada na última quinta e, desde então, ele era considerado foragido da Justiça.
A prisão foi decretada no âmbito da Operação Eficiência, segunda fase da Operação Lava Jato, no Rio de Janeiro. As investigações apontam que Eike repassou 16,5 milhões de dólares em propinas para o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, por meio de contas no exterior.
Eike não tem nível superior, então não poderia ser levado para Bangu 8, mesmo presídio em que está o ex-governador Sérgio Cabral. Segundo dados de dezembro do ano passado, o presídio Ary Franco está superlotado. A unidade, que tem capacidade para 968 presos, atualmente tem 2.129 presos.
Fonte: Veja e G1 | Edição: SIM NOTICIAS

domingo, 29 de janeiro de 2017

Em nota, Eike nega estar negociando condições para se entregar

A defesa de Eike Batista negou, em nota, que ele esteja negociando condições para se entregar à Justiça. “Desde o momento em que lhe foi comunicada a decretação de sua prisão preventiva, realizou todos os esforços para retornar, no mais breve tempo possível, ao país”, afirma a nota.
Eike foi alvo de pedido de prisão preventiva nesta quinta (26). O mandado foi expedido no contexto da Operação Eficiência, segunda fase da Lava Jato no Rio de Janeiro que investiga pagamentos de propina durante a gestão do peemedebista Sergio Cabral, governador entre 2007 e 2014.
Segundo a defesa de Eike, o ex-bilionário está em Nova York, nos Estados Unidos, onde participa de reuniões de negócio e que vai se apresentar o mais rápido possível. Na noite desta sexta (27), a Polícia Federal, passou a considerá-lo foragido internacional e pediu sua inclusão na lista da Interpol.
Leia, abaixo, a declaração na íntegra:
“Em face do que tem sido veiculado na imprensa, no sentido de que Eike Batista estaria “negociando” as condições em que se apresentaria à Justiça, vimos esclarecer que:
o Sr. Eike Batista em nenhum momento realizou manobra para eximir-se de suas obrigações com a Justiça;ele se encontra no exterior, desde antes da decretação de sua prisão preventiva, por razões de trabalho;desde o momento em que lhe foi comunicada a decretação de sua prisão preventiva, realizou todos os esforços para retornar, no mais breve tempo possível, ao país;jamais submeteu sua apresentação à Justiça a qualquer tipo de condição, o que seria juridicamente incabível e não se coaduna com suas convicções éticas nem corresponde à sua conduta de, sempre que necessário, e como já tantas vezes, colaborar com a Justiça.”
Fonte: Veja | Edição: SIM NOTICIAS

sábado, 28 de janeiro de 2017

Sem curso superior, Eike quer presídio mais seguro para se entregar

Sergio Cabral e Adriana Ancelmo em lançamento de livro do empresario Eike Batista, em 2011
O empresário Eike Batista, cuja prisão foi decretada pela Justiça federal do Rio de Janeiro, está disposto a se entregar à Polícia Federal desde que não tenha que ir para uma prisão comum, no qual ele acha que correria risco de vida, segundo a Folha apurou.
Apesar de ser sido o empresário mais rico do Brasil em 2012, com uma fortuna estimada em US$ 30 bilhões, ele não tem curso superior e por isso não tem direito a ficar num presídio mais seguro, como o que se encontra o ex-governador Sergio Cabral (PMDB), em Bangu, na zona norte do Rio.
Eike viajou na última terça-feira (24) para os Estados Unidos, onde se encontra em local ignorado, usando um passaporte alemão –ele tem dupla nacionalidade. Os seus advogados negam que ele soubesse do decreto de prisão e tenha ido para os EUA para escapar da ordem do juiz federal Marcelo Bretas.
Eike foi o principal alvo da Operação Eficiência da Polícia Federal, deflagrada nesta quinta (26) pela Polícia Federal. O empresário teve a prisão decretada depois que dois doleiros fizeram acordos de delação com procuradores da Operação Lava Jato no Rio e contaram que ele pagou US$ 16,5 milhões de propina a Sergio Cabral. Os doleiros são os irmãos Renato e Marcelo Hasson Chebar.
O valor foi transferido a Cabral em 2011 por Eike e Flávio Godinho, vice-presidente do Flamengo e principal executivo do grupo empresarial EBX, por meio de um banco do Panamá.
Para dar uma aparência legal à transferência, Eike inventou um contrato envolvendo a compra de uma mina de ouro. Os US$ 16,5 milhões foram enviados para uma conta no Uruguai que não está em nome de Cabral, mas o valor ficaria com o ex-governador do Rio, segundo procuradores da Lava Jato no Rio de Janeiro.
A defesa de Eike quer evitar a todo custo que seja consolidada a imagem dele como um fugitivo porque essa condição dificultaria a situação do empresário diante da Justiça. Juízes tratam com dureza investigados que fogem, e os tribunais superiores, como o STJ (Superior Tribunal de Justiça) e o Supremo, tendem a negar pedidos de liberdade de suspeitos que deixam o país para escapar de um decreto de prisão.
Tanto a Polícia Federal quanto a Interpol já consideram Eike foragido da Justiça desde esta quinta (26).

PRESO SEM DIPLOMA

Único preso na primeira fase da Lava Jato no Rio sem diploma, Luiz Carlos Bezerra, apontado como operador financeiro do ex-governador, afirmou à Justiça Federal que a unidade em que está detido transformou-se num "barril de pólvora".
Bezerra está no presídio José Frederico Marques, Bangu 10, unidade para onde foram transferidos 600 traficantes da facção ADA (Amigos dos Amigos).
Os advogados do acusado afirmam que ele "sofre seríssimo risco de vida, ante a iminência de uma rebelião no presídio". O juiz Marcelo Bretas, contudo, não concedeu liberdade ao acusado.