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sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Agricultores de Parnaíba são brutalmente assassinados em Araioses-MA

Corpo enterrado em cova rasa. (Crédito: Kairo Amaral)
O crime aconteceu nesse dia de finados (02/11) no povoado Vila São Francisco, zona rural de Araioses-MA. Os dois agricultores de Parnaíba identificados apenas como Antônio e Márcio estavam morando no local há cerca de dois meses. Os dois viviam em casebres improvisados cuidando de um terreno que posteriormente seria utilizado para a agricultura.
Um dos corpos foi enterrado em uma cova rasa no mesmo terreno. O outro foi amordaçado e o corpo jogado em uma estrada vicinal de areia. A motivação do duplo homicídio ainda não foi confirmada pela Polícia Civil do Maranhão, mas moradores da região acreditam que os acusados mataram para roubar.
Idosos viviam em casebres. (Crédito: Kairo Amaral)
“Eles são acostumados a roubar. Um dos que foi preso é até meu irmão de criação, mas na realidade ele é filho de uma tia minha, ou seja é meu primo legítimo. Uma vez ele chegou a roubar a própria mãe de criação”, disse Francisco das Chagas, primo de um dos acusados.
Após o crime, policiais civis e militares de Araioses-MA prenderam Laércio Pereira Araújo e Edilton Rodrigues Portugal, principais suspeitos. Na delegacia da cidade eles negaram as acusações. Segundo eles, um dos idosos mortos foi quem cometeu o primeiro homicídio e a própria população teria matado o outro por revolta.
Laércio e Edilton. (Crédito: Kairo Amaral)
“Quando a gente foi na casa de um dos suspeitos, ele falou que tinha só batido no agricultor e amarrado. Eles alegam que foi este que matou o primeiro e que por isso o amarram. Mas a contradição está na segunda morte. Como eles falam que só amarraram se depois a vítima apareceu morta na estrada?”, indagou o policial civil Amarildo Miranda.
Os corpo foram removidos para uma funerária de Araioses-MA. Em um dos terrenos, uma tesoura com manchas de sangue e uma carteira porta documentos (sem nada dentro) foram apreendidas. O delegado Alex Rêgo vai presidir o inquérito policial que investigará o caso.
Assista na reportagem da rede Meio Norte: 
Por Kairo Amaral/Meio Norte | Edição: SIM NOTICIAS

domingo, 27 de dezembro de 2015

Jovem mata o avô com requintes de crueldade, mas queria matar era o tio

Manoel Bruno disse que está arrependido; mas queria era matar seu tio.
Jovem mata o avô com requintes de crueldade e a vítima é enterrada por morte natural. Por volta das 19h da última quinta-feira (24/12), o padeiro Manoel Bruno da Conceição Santos, 19 anos, aproveitou que seu avô estava só em casa, no povoado Camurupim, zona rural de Luís Correia, e adentrou a residência.

O aposentado Manoel Ferreira dos Santos, 86 anos, estava sentado na cama, quando Bruno chegou e laçou o pescoço do idoso com uma corda e o enforcou até que o mesmo caísse. A vítima resistiu a investida do neto. Este pegou uma enxada do cabo curto e bateu cinco vezes na nuca de Manoel, que já se encontrava praticamente sem forças. Depois Bruno pegou um rodo e, com o cabo, apertou o pescoço da vítima, momento em que sangraram os ouvidos. O homem já estava morto.

Diante da situação, Bruno Santos tirou seu avô de cima da cama e colocou um tamborete em cima do mesmo para simular uma morte natural. Após o velório organizado por uma funerária de Parnaíba, o corpo foi enterrado. Mas um tio de Manoel Bruno registrou um Boletim de Ocorrência (BO), acusando a funerária de negligência; pois o idoso foi enterrado por morte natural, sendo evidentes os indícios, no cadáver, de homicídio.

De posse do Boletim de Ocorrências, uma equipe de agentes de Polícia Civil, chefiada pelo investigador Robinson Castillo, iniciaram as investigações, na manhã deste domingo (27/12), e tinha o jovem Manoel Bruno como principal suspeito. Na residência do jovem, também no povoado Camurupim, o mesmo foi questionado sobre algum problema que poderia ter com seu avô. Bruno confessou todo o crime e mostrou onde estava cada objeto utilizado no homicídio.
A Polícia Civil apreendeu os instrumentos utilizados na agressão.
Disse que o crime não foi premeditado e que o que fez era para ter feito com um tio seu, que não gosta. Que o motivo da agressão também se deve a constantes brigas de seu avô, quando vivo, com sua mãe e com ele mesmo. E que as confusões se davam, principalmente por conta de um cartão de aposentadoria pertencente ao senhor Manoel. Afirmou estar arrependido pelo que fez.

Diante de tudo o que declarou, os policiais decidiram conduzir o réu confesso até a delegacia de Luís Correia, oportunidade em que coletaram seu depoimento. Mas na repartição não há delegado. Após realizar vários contatos para resolver a questão, um promotor de justiça informou que o acusado deveria ser solto por estar fora do flagrante e não haver mando de prisão contra o mesmo. Condição que os policiais civis decidiram acatar.
Fonte: Daniel Santos | PortalCostaNorte