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sábado, 21 de outubro de 2017

Morador de rua pede café em residência e recebe paulada na cabeça em Parnaíba

O senhor Francisco Clodoaldo Lira, de 52 anos de idade, foi agredido por volta das 07h30 desta sexta-feira (20/10), na Avenida Álvaro Mendes, Bairro Nova Parnaíba, em Parnaíba. A agressão foi resultado de uma discussão entre a vítima e outro homem que fugiu do local.
Francisco Clodoaldo disse que é flanelinha e vive como andarilho, foi pedir café em uma residência e foi agredido a pauladas na cabeça. Algumas pessoas que estavam no local informaram que houve desavença e desrespeito por parte do homem agredido. O agressor, ainda não identificado, trabalha próximo ao local do ocorrido.
Por Daniel Santos e Leno Childes | Edição: SIM NOTICIAS

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Morador de rua é encontrado morto em baixo de árvore em Parnaíba

Por volta das 16h30 deste sábado, uma moradora da Avenida Batista Silva (conhecida Avenida Rosápolis), Bairro Santa Luzia em Parnaíba, encontrou caído na calçada de sua casa, um homem de aproximadamente 60 anos, morador de rua, conhecido como “molin”.
Segundo a dona de casa que não quis ser identificada, Molim era natural do Ceará e morador de rua em Parnaíba, realizava serviços de capina e limpeza de quintais como bico para se sustentar e comprar bebidas alcoólicas.
“Como aqui em casa não tem muro, ele já amanheceu várias vezes dormindo aqui no terraço, mas hoje eu saí e ele estava aí sem respirar. Ele não tinha casa e bebia muito”. Informou a proprietária da casa onde Molim foi encontrado sem vida. Um outro morador da região informou que Molin estava fazendo capina em um terreno nessa tarde, e logo após teria deitado na calçada. Uma unidade do SAMU foi deslocada, mas apenas constatou o óbito. O IML foi acionado para realizar a remoção do corpo.
Fonte: Tribuna de Parnaíba

sábado, 2 de janeiro de 2016

Aos 33 anos, morador de rua se forma no colégio e muda de vida

Um morador de rua sentado sobre uma caixa de papelão, com um caderno nas mãos. A cena chamou a atenção de Bruno Becker, que atua como voluntário em um projeto que distribui alimentos em Florianópolis. O homem era Eduardo Anderson Barbosa, hoje com 33 anos e récem-formado na escola. “Dava pra ver o brilho nos olhos dele, a vontade de mudar”, conta Bruno.

Naquele mesmo dia, curioso para saber o que o rapaz escrevia naquele caderno, o voluntário ouviu a resposta: era um trabalho de escola. “A gente começou a apoiar ele de diversas formas e já no primeiro dia eu falei que iria na formatura dele”, lembra o voluntário.

Eduardo viveu por quatro anos nas ruas. “Perdi um pouco o sentido da vida. Posso dizer que foi um pouquinho de depressão”, conta. “A gente é descriminado. É como se você não existisse. Não importa o que você faça, as pessoas passam do teu lado e não te veem”.

100% de frequência
Mas Bruno enxergou Eduardo. “É um exemplo de superação”, diz o voluntário. “A gente vê muita gente acomodada, independentemente da classe social. Ao invés de achar desculpa pra não ir, ele encontrava motivos pra ir. Ele tinha 100% de frequência na escola”.

Eduardo terminou o supletivo em dezembro. “No dia que eu me formei, a única pessoa que estava lá era o Bruno. Eu não tinha ninguém, todo mundo com a sua família. É uma pessoa muito especial na minha vida”, conta o ex-morador de rua. 

“Não falo só pela roupa, por ter ajudado a arrumar trabalho, ter pago meu aluguel, mas pelo tratamento, pelo carinho que tem comigo. Isso eleva a minha auto estima”, diz Eduardo.

Casa e trabalho
Graças ao estudo e ao apoio do amigo voluntário, Eduardo hoje tem uma vida bem diferente: saiu das ruas e trabalha em um restaurante. “Minha vida hoje está maravilhosa, comparada a um tempo atrás. Eu moro numa casa grande, sala, cozinha, dois quartos. Tenho emprego de frente para a praia, emprego melhor não tem”, conta.

A única coisa que não mudou foi a vontade de aprender. “Eu quero estudar, estudar e estudar. É minha meta”, diz Eduardo.
Fonte: G1

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Morador de rua é agredido de forma violenta em Parnaíba, confira o vídeo

Um vídeo que está circulando por meio do aplicativo WhatsApp mostra um caso que está causando uma grande revolta no município de Parnaíba. Nas imagens é possível ver um homem, que é mudo, pedindo esmola em um posto da cidade. ‘Mudinho’, como é chamado, é bastante conhecido na região por populares que se mostraram indignados com as cenas que lhe envolveram.

Na gravação o pedinte aparece perto de um grupo de jovens que estavam ingerindo bebida alcoólica em um posto da cidade. Em um certo momento, um rapaz identificado como Hyago Silva, surge por trás da vítima e lhe dá uma ‘rasteira’. O ato leva ‘mundinho’ a bater a cabeça no chão, levando os presentes aos risos.

Após o vazamento do vídeo e a sua repercussão na internet, o acusado de derrubar o deficiente se manifestou em um áudio. “Meus amigos e minhas amigas, se vocês estão preocupados com a minha vida, que eu dei uma rasteira no mudinho vão atrás dar parte, levem ele para a casa de vocês. Quem manda ele ser otário? Querendo pegar a mulher dos outros, abraçar mulher dos outros, pegar bebida dos outros. Isso só foi uma rasteirinha de nada, ele já está bonzinho perturbando. Se fosse outro tinha metido a porrada na cara dele. Antes de vocês se meterem na vida dos outros vão olhar para a vida de vocês”, disse ele.
De acordo com o major Lucena, do 2º batalhão da polícia militar, o que ocorreu foi uma banalização da violência. “Na verdade essa é uma situação muito complexa no sentido da banalização da violência, esse preconceito contra os deficientes demonstrado pela pessoa colocada nas imagens, mostra a ignorância das condições que o deficiente possui então as vezes o deficiente é vista como uma pessoa com limitações e existe um sentimento de negação em relação a ele. Verifica-se que o rapaz comete vários crimes infelizmente alguns deles necessitam de representação mas você vê apologia a violência, preconceito social, própria agressão física então é preciso realmente que se tome providências com relação a atitude dele, eu tenho certeza que ele será convocado a prestar esclarecimentos junto com a polícia civil, haverá uma manifestação no Ministério Público porque ocorre uma banalização da violência voltado para uma pessoa com menor proteção social porque a própria sociedade não aceita mais esse tipo de comportamento contra essas pessoas”, declarou. 
Texto: MeioNorte
Video: SIM Noticias