terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Mãe denuncia que diretora recusa matricular filho com problemas de saúde, em Parnaíba

O menor R. A. S já ficou o ano de 2016 sem estudar por faltar condições logísticas para que o mesmo frequentasse uma escola. O menor residia no povoado Labino, próximo a praia da Pedra do Sal em Parnaíba e mudou-se para a casa da tia no Conjunto Joaz Souza no intuito de estudar.
Não conseguindo vaga em 2016, o aluno praticamente perdeu quase todo o ano, pois teve que estudar em um colégio no bairro São Vicente de Paula, cerca de 2 Km de onde reside. Embora o percurso imagina-se ser pequeno, o menor não possui transporte e o pior, tem problemas cardiovascular e apresenta dificuldades para respirar.
Para estudar a criança precisava deslocasse caminhando a outro bairro, sozinho e com problemas de saúde para poder estudar. A família entendia que não existia mais vaga em 2016 e por isso este ano, resolveu se antecipar para garantir uma vaga na Escola Jonas Correia que fica a 2 minutos da casa do menor. A mãe e a tia do garoto teria recebido a promessa da diretoria que o aluno seria matriculado, todavia a gestora da escolar avisou na tarde desta segunda-feira (16) que já não existia vaga, mesmo a tia do garoto tivesse procurado a professora com muita antecedência.
Segundo conta a mãe, a diretoria teria dito que a série do menor já estaria lotada com 30 vagas e não seria possível matricular a criança. A mãe falou dos problemas de saúde do aluno e das dificuldades dele se deslocar para outro bairro, mas nem por isso a diretoria se sensibilizou e aceitou o aluno.
Evania Cornélio - Diretora
A mãe com receio de deixar o filho sem estudar voltou para a escola do bairro São Vicente de Paula e lá as 30 vagas já estavam todas preenchidas (detalhe, as mesmas 30 vagas da outra escola), porém a direção vendo a angústia da mãe, aceitou o menor, o que a diretoria Evania Cornélio do Colégio Jonas Correia não fez. 
A professora tem fama de ser ignorante e tratar mal pais e alunos da escola e essa não é a primeira vez que a gestora age com represálias. A mãe chegou a dizer que iria denunciar a professora para a SEDUC e o conselho tutelar, a reação da diretora teria sido de risos com ironia, dizendo que não tem medo de ninguém. 
Até o fechamento desta reportagem não conseguimos falar com a gestora para explicar o que de fato aconteceu. O espaço fica aberto para quaisquer esclarecimentos. Nossa reportagem também irá a secretaria de educação para denunciar o fato.
Kellcyane Sousa | SIM NOTICIAS