sábado, 28 de janeiro de 2017

População revoltada tenta invadir delegacia em Araioses para matar acusado de homícido

O corpo do pai foi encontrado no quintal da própria casa das vítimas, que foram cruelmente assassinadas. Ainda não há informações concretas sobre o motivo dos assassinatos, mas acredita-se que tenha sido uma espécie de latrocínio, pois os acusados subtraíram vários pertences da família.
abendo disso, a população ficou indignada com o crime e derrubou a casa de um dos acusados dos homicídios, no mesmo povoado Capitão, e depois, puseram fogo, por volta das 16hs.
Em seguida, esses moradores, ainda não satisfeitos, derrubaram a casa de Aroldo, outro suspeitos do crime, na MA-345, em João Peres. Danificaram toda a mobília, usando parte dela e mais uma moto para formar uma barricada no meio da rua. No meio da confusão, um policial apareceu e, na tentativa de acalmar o povo, foi obrigado pela população a se evadir do local.
Também não era permitido fotografias, muito menos filmagens do movimento. Portanto, a nossa equipe foi impedida de documentar o fato. Entretanto, os nossos leitores nos enviaram fotos capturadas “às escondidas” no local.
Pai e filho assassinados
Quando a depredação da casa se finalizou, as pessoas, ainda iradas, se dirigiram ao centro de Araioses, mais especificamente, à Delegacia de Polícia Civil, onde quebraram o portão do prédio público e tentaram entrar nas celas da delegacia, mas foram impedidos, pois não conseguiram arrebentar as portas. Os populares estavam em busca de Aroldo, para que pudessem linchá-lo, mas o acusado não se encontrava mais na delegacia de Araioses. Acredita-se que ele tenha sido transferido para Tutóia, a fim de, justamente, prevenir que os “justiceiros” fizessem algo pior.
Logo, as viaturas da Polícia Militar de Tutóia, Polícia Rodoviária Federal de Parnaíba (PRF) e polícias Militar e Civil de Araioses, chegaram ao local, a fim de dispersar a multidão e, após um longo tempo de árdua negociação, os policiais conseguiram acalmar os ânimos do povo, que estava revoltado.
Por mais que tentemos imaginar que haja um ponto de razão, fazer justiça com as próprias mãos não é a melhor saída, principalmente quando se desmerece o trabalho tão exaustivo da polícia.
Edição: Portal Panorama | Edição: SIM NOTICIAS