Ricardo Abdala Cury, relator do processo, rejeitou pedido de embargo do Parnahyba (Foto: Wenner Tito/GloboEsporte.com)
O TJD-PI não acatou o argumento do Parnahyba, que alegava que a defesa montada pelo clube não teria sido levada em consideração no julgamento do Caso Garcês na Comissão Disciplinar, e rejeitou o pedido de embargo movido pelo clube. Caso a medida fosse aceita, o processo seria julgado novamente na comissão, mas agora o Tubarão precisa recorrer ao Pleno, segunda instância do tribunal.
A rejeição do embargo, publicada no início da noite desta quarta-feira, foi assinada pelo relator do processo, o auditor Ricardo Abdala Cury. Segundo o relator, nenhum dos argumentos expostos pelo Parnahyba caracteriza erro, omissão, contradição ou obscuridades que pudessem justificar um embargo do julgamento realizado na comissão disciplinar. Na decisão, diz:
- Observa-se claramente nos presentes embargos que a intenção do embargante é a reapreciação da matéria, contudo não cabem embargos de declaração para rediscutir fundamentos adotados na decisão recorrida. Os embargos de declaração não se prestam a tal finalidade, pois o inconformismo do embargante quanto ao que restou decidido deve ser objeto de recurso próprio.
O presidente do Parnahyba, Batista Filho, recebeu a notícia com naturalidade. Segundo ele, o clube irá entrar com o recurso no Pleno ainda nesta quinta-feira e aguardará a definição da data do julgamento. Caso seja novamente derrotado na segunda instância, o dirigente promete levar o caso até o Supremo.
- O Parnahyba tem até sexta-feira para recorrer, mas já vai recorrer amanhã para o Pleno e vamos aguardar eles marcarem o julgamento para que possamos preparar a defesa. Caso o Pleno não dê ganho de causa para o Parnahyba, nós recorreremos ao STJD. Vamos até a última instância buscar um direito nosso - disse Batista.
Fonte: Globo Esporte | Edição: SIM NOTICIAS
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