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quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

TJ - PI inaugura Central de Audiências de Custódia, em Parnaíba

Na manhã dessa terça-feira (27), foi inaugurada a sede da Central de Audiência de Custódia de Parnaíba, ocasião em que foi assinado o primeiro termo aditivo ao convênio de cooperação técnica que entre si celebram o Tribunal de Justiça do Estado do Piauí e o município de Parnaíba.
A Central fica localizada onde funcionou o segundo distrito policial, na Cohab e deverá funcionar como forma de garantir uma rápida apresentação do preso a um juiz nos casos de prisões em flagrante. A ideia é que o acusado seja apresentado e entrevistado pelo juiz, em uma audiência em que serão ouvidas também as manifestações do Ministério Público, da Defensoria Pública ou do advogado do preso.
O presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Piauí, o desembargador Erivan Lopes, destacou, as ações TJ-PI, e que a parceria com o município de Parnaíba é de fundamental importância para a garantia da aplicação do direito em busca da paz social.
Após a inauguração da Central de Audiência de Custódia de Parnaíba, a comitiva seguiu para visitar as obras da Cidade Judiciária Evandro Lins e Silva, que está em pleno andamento no terreno doado pela Prefeitura de Parnaíba.

quinta-feira, 10 de março de 2016

Operação: policial e agentes são detidos por fraude no concurso do TJ

A movimentação é intensa na Academia de Polícia Civil , onde estão sendo conduzidos parte dos investigados na operação Véritas, que apura fraude no concurso do TJ e também na prefeitura de Capitão de Campos. Até o momento, 27 pessoas foram presas, entre eles, um agente penitenciário e um policial civil. Também estão sendo investigados agente de trânsito e um analista do Ministério Público, que são suspeitos de participação no golpe. O organograma sobre o funcionamento do grupo criminoso será apresentado ainda pela manhã em entrevista coletiva à imprensa.

Matéria original
Mais de 70 pessoas foram conduzidas pela Polícia Civil suspeitas de envolvimento na fraude do concurso do Tribunal de Justiça do Piauí, que ocorreu em dezembro de 2015. A operação intitulada Veritas foi desencadeada na manhã desta quinta-feira (10) pelo Grupo de Repressão ao Crime de Organizado (Greco) que investiga também fraude no concurso público da prefeitura de Capitão de Campos, no interior do Estado. 
"As investigações ocorriam antes mesmo da realização do concurso e mostraram que existia no Piauí uma organização criminosa especializada neste tipo de crime. No ano passado, cinco pessoas foram presas e o depoimento delas foi essencial para descobrir o possível envolvimento de mais suspeitos", disse o coordenador do Greco, Carlos César Camelo, em entrevista ao Notícia da Manhã. 

Até o momento, 17 pessoas foram presas e um menor apreendido. Os suspeitos ainda não tiveram a identidade revelada, mas o Delegado Geral da Polícia Civil, Riedel Batista, confirmou a participação de agentes penitenciários, policiais civis e servidores de outros poderes.

"Infelizmente tem policiais e servidores público que enveredam para esse caminho. Estamos tendo cautela nas conduções para que todos sejam ouvidos e seja dado o direito de ampla defesa aos supeitos. A quadrilha tem várias ramificações e eles ajudavam de alguma forma, no sentido de fazer provas, de colaborar na divulgação destes gabaritos. A investigação foi muito complexa e, por infelicidade, houve a identificação desses agentes. A equipe está em campo e quase todos os mandados já foram cumpridos.", disse o delegado geral. 

Riedel Batista explica que a Corregedoria também está no caso para promover a apuração administrativa imediata dos agentes da Polícia Civil. "Os servidores dos outros poderes serão comunicados sobre todas as provas colhidas no inquérito para que cada secretaria estabeleça o procedimento disciplinar competente", reitera. 

Ao todo estão sendo cumpridos mais de 100 mandados judiciais, sendo 37 de prisão, 46 de condução coercitiva e 34 de Busca e Apreensão, além da apreensão um adolescente. Aproximadamente 200 policiais civis atuam na operação que ocorre em Teresina, Barras, Piripiri e Campo Maior, Floriano e outras cidades do Piauí e Maranhão. 

"Essa organização criminosa contratava uma pessoa que tinha certo conhecimento para fazer a prova. Quando essa pessoa saía, passava o gabarito para a organização que repassava para o candidato que pagava pela informação em troca da aprovação", reitera Camelo sobre o funcionamento do esquema fraudulento.

Concurso não será anulado
O novo presidente do Tribunal de Justiça do Piauí, o desembargador Erivan Lopes, disse que o concurso não será anulado. O magistrado ressalta que os suspeitos comprovadamente envolvidos na fraude- se por acaso tiverem sido aprovados- serão excluídos do chamamento do TJ.
Fonte: CidadeVerde

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Polícia prorroga inquérito e resultado do concurso do TJ-PI não tem data

O inquérito que apura supostas fraudes no concurso do Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI) realizado no dia 20 de dezembro de 2015 teve delação de prazo e foi estendido a pedido da Polícia Civil, encerrando-se agora no mês de março. Com isso, o resultado do certame ainda não tem previsão para ser divulgado. No dia do concurso, quatro candidatos foram detidos após serem flagrados com aparelhos celulares e documentos falsos.

De acordo com o delegado Carlos César Camelo, coordenador do Grupo de Repressão ao Crime Organizado (Greco), o inquérito segue em sigilo e pessoas ainda estão sendo ouvidas na investigação. O delegado afirmou ainda que o Tribunal de Justiça e a fundação que organiza o concurso têm colaborado com o envio de informações para a polícia.

“Foi pedida a delação de prazo para podermos continuar com a investigações e o inquérito segue com sua tramitação. Os candidatos que foram detidos no dia da prova aguardam o andamento das investigações em liberdade, mas continuam sendo ouvidos pela polícia, além de outras pessoas”, disse o delegado.

Procurada pela reportagem, a assessoria do Tribunal de Justiça do Piauí afirmou que ninguém do órgão irá comentar sobre o concurso antes do resultado do inquérito policial e limitou-se a dizer apenas que o processo não está suspenso.

A Fundação Getúlio Vargas, organizadora do processo, garantiu a divulgação do resultado do concurso logo após a conclusão das investigações da polícia. A FGV informou ainda que procedimentos de inteligência e estatísticas realizados pela própria fundação também precisam ser finalizados para que o resultado seja liberado.

“Não há entrave para divulgação do resultado. Estamos realizando o cruzamento de dados e análises estatísticas capazes de detectar com precisão todos os envolvidos na tentativa de fraude. Além disso, estão sendo realizadas investigações no âmbito do inquérito instaurado pela Polícia Civil do Piauí, que está trabalhando com diversas informações, inclusive oriundas da FGV”, informou a organizadora em resposta ao G1.

A FGV garantiu ainda que não há risco de prejuízo à lisura do processo seletivo, uma vez que nenhum dos gabaritos apreendidos e detectados alcançam nota suficiente para aprovação no certame. Os candidatos flagrados na suposta tentativa de fraude foram excluídos processo seletivo.

Para quem fez o concurso, a falta de informações e a suspeita de fraude preocupa bastante, gerando incerteza. Segundo o advogado Kelson Granja, que se preparou para fazer a prova, o ideal é que um novo certame fosse realizado para sanar as suspeitas e garantir mais segurança ao processo seletivo.

“A pior parte é a insegurança. É o concurso de um órgão que deveria transparecer uma segurança maior e a empresa responsável também tem um renome para isso. Essa insegurança causa uma animosidade e uma ansiedade nos candidatos. Acho que deveria ser feito um novo concurso, pois seria benéfico tanto para as instituições quanto para os candidatos”, falou.

O concurso
No dia 20 de dezembro de ano passado, 42.920 candidatos disputaram as 180 vagas ofertadas no concurso público do Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI). As provas foram aplicadas das 8h às 13h (horário local) para candidatos que concorreram às vagas de escrivão judicial, analista de sistemas de banco de dados, analista de sistemas telecomunicações, auditor, enfermeiro e analista administrativo.

No turno da tarde das 14h30 às 19h30 foram aplicadas as provas para as carreiras de oficial de justiça avaliador, analista de sistemas desenvolvimento, contador, engenheiro eletricista, médico, nutricionista, odontólogo, psicólogo, psiquiatra e analista judicial.
Fonte: G1

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

TJ do Piauí divulga nomes dos candidatos presos durante concurso

O presidente do Tribunal de Justiça do Piauí, desembargador Raimundo Eufrásio, divulgou, nesta segunda-feira (21), os nomes dos candidatos presos em flagrante durante as provas do concurso do órgão, realizado neste domingo em Teresina. 

Os presos foram: Evelyn Mariane Oliveira Ferreira, Francisco Ivanderson Alves da Silva, Wallace Araújo Reis e Bárbara Brenalle Teles de Oliveira. Eles foram presos em flagrante com aparelhos celulares durante as provas realizadas à tarde e encaminhados para a Central de Flagrantes de Teresina. Um menor de 17 anos também foi apreendido.

“Foram flagradas cinco pessoas com celulares recebendo ou emitindo mensagens. Uma de São Paulo continua presa por não ter pago fiança. Essa fraude é preocupante e repudiável porque temos que prestigiar aqueles que se esforçaram para passar em um concurso público”, declarou Raimundo Eufrásio durante entrevista coletiva. 

Se houver mais pessoas envolvidas, além das cinco presas, o concurso será anulado: “Até o momento temos esses cinco flagrantes e vamos buscar mais pessoas envolvidas e se houver vai ensejar a anulação do concurso. Vamos aguardar as apurações da polícia e do próprio Tribunal", declarou.

O concurso
A Fundação Getúlio Vargas organiza o certame e recebeu mais de 42,9 mil inscrições de interessados no concurso. Desse total, 13.579 inscritos são apenas no cargo de Analista Judiciário, especialidade Judicial.

Os gabaritos das provas serão divulgados no site da FGV, até a próxima terça-feira, dia 22, em horário ainda não divulgado. O candidato que desejar interpor recurso contra o gabarito terá dois dias úteis para fazê-lo, a contar do dia subsequente ao da divulgação.
Fonte: GP1