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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Sem a Saúde, PP arma 'Plano B' e pode lançar Sílvio Mendes candidato

O “cavalo de pau” que o governador Wellington Dias deu no acordo com o PP surpreendeu o partido e provocou muito frisson nos meios políticos. Em entrevista concedida no município de Uruçuí, na terça-feira, Wellington declarou que o secretário Francisco Costa seguiria no comando da Secretaria de Saúde, onde chegou na cota do deputado federal Assis Carvalho (PT). O governador não disse até quando, mas sua declaração soou como um recuo no compromisso feito com o PP.
Nos últimos dias, o governador sofreu muitas pressões de seu partido para não entregar mais cargos aos aliados e ex-adversários. Pelo visto, cedeu. O deputado Assis Carvalho, que até então estava calado sobre o processo, quebrou o silêncio através de uma nota publicada em sua página no Facebook.
O petista afirma que jamais cobrou – nem por escrito, nem pessoalmente - qualquer cargo ou benefício, nem questionou a fidelidade do governador ao projeto político de que participa, nem fez qualquer abordagem no tom e com o conteúdo especulado (ameaça de desfiliação do PT). Ele diz também que não discute reforma administrativa, pois ela é de responsabilidade do governador.
Wellington Dias esteve ontem em Brasília, mas não se encontrou com o presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira, com quem fez os acertos sobre a Secretaria de Saúde. Ciro está nos Estados Unidos, participando de missão na Organização das Nações Unidas (ONU). O parlamentar retorna amanhã ao Brasil.
No Piauí, o PP não quis demonstrar estresse com a repentina mudança do governador. Seu presidente regional, deputado Júlio Arcoverde, disse que o PP não procurou o cargo. O governador é que o ofereceu ao partido, sob a justificativa de um alinhamento com o Ministério da Saúde, sob o domínio do PP.
Ontem, soube-se que, diante do recuo do governador, o PP já armou o seu Plano B. E isso poderá causar uma reviravolta nos encaminhamentos da sucessão estadual, pois passa pela preparação do lançamento do ex-prefeito Sílvio Mendes ao governo, agora filiado ao partido.
Fonte: Cidade Verde | Edição: SIM NOTICIAS

domingo, 17 de janeiro de 2016

PP desviou R$ 358 milhões dos cofres da Petrobras por oito anos, diz Janot

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou que o esquema de corrupção sustentado pelo PP na Petrobras, que tinha como principais operadores o ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef, desviou R$ 357,9 milhões dos cofres da estatal, entre 2006 e 2014 --161 atos de corrupção em 34 contratos, 123 aditivos contratuais e quatro transações extrajudiciais.
O balanço está descrito na denúncia contra o deputado Nelson Meurer (PP-PR) oferecida ao Supremo Tribunal Federal.
Segundo a acusação formal do Ministério Público, doações oficiais à legenda ocultaram propina.
O PP é o primeiro partido a ter seu esquema de corrupção devassado pela força-tarefa da Lava Jato. A investigação em Curitiba concentra seus trabalhos também na atuação do PT e do PMDB no esquema. As três legendas, conforme o Ministério Público Federal, agiam como controladoras de áreas estratégicas da Petrobras, por meio do controle de diretorias, e beneficiárias diretas de desvios.
"Os valores ilícitos destinavam-se não apenas aos diretores da Petrobras, mas também aos partidos políticos e aos parlamentares responsáveis pela indicação e manutenção daqueles nos cargos", disse Janot na denúncia contra Meurer que ainda será analisada pelo Supremo.
A propina era repassada aos políticos "de maneira periódica e ordinária, e também de forma episódica e extraordinária, sobretudo em épocas de eleições ou de escolhas das lideranças."
"Em épocas de campanhas eleitorais eram realizadas doações 'oficiais', devidamente declaradas, pelas construtoras ou empresas coligadas, diretamente para os políticos ou para o diretório nacional ou estadual do partido respectivo", afirmou Janot. "Em verdade, (as doações) consistiam em propinas pagas e disfarçadas do seu real propósito."
A linha acusatória da Procuradoria é a mesma da força-tarefa da Lava Jato, que vai, neste ano, acionar na Justiça, via ação cível pública, os partidos por desvios na Petrobras. Até agora, só pessoas físicas foram imputadas.
Além das doações oficiais como forma de ocultar propina, a Procuradoria diz que ao menos outras três formas eram usadas: entregas em dinheiro em espécie levadas por "mulas" que escondiam as notas no corpo, transferências eletrônicas ou pagamentos de propriedades e remessas para contas no exterior.
Peça-chave
O doleiro Alberto Youssef foi a peça-chave nessa sistemática de desvios e corrupção do PP na Petrobras, disse Janot. Ao menos R$ 62 milhões desse montante pago pelas empreiteiras ficaram ocultos em contas de empresas de fachada e de firmas que forneciam notas frias para a "lavanderia de dinheiro" do doleiro, responsável por administrar um verdadeiro "caixa de propinas do PP".
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

domingo, 27 de dezembro de 2015

Deputado Zé Hamilton poderá ser candidato a prefeito de Parnaíba pelo PP.

Aliás
O PP planeja ampliar a sua presença em todo o Piauí. O partido quer ter em março quatro deputados estaduais. Além de Júlio Arcoverde, atual presidente da legenda no Piauí, o PP planeja filiar Hélio Isaías e os suplentes em exercício do mandato Joel Rodrigues e José Hamilton Castelo Branco, todos do PTB.

Disputas
O PP quer fazer uma boa colheita nas urnas em 2016, disputando com chances as prefeituras de Parnaíba (José Hamilton), Floriano (Joel Rodrigues), Picos (Gil Paraibano), Pedro II (Alvimar Andrade) e Bom Jesus (Alcindo Piauilino).

Refrega
As disputas das prefeituras de Picos, Parnaíba e Pedro II deverão opor o PP e o Partido dos Trabalhadores, que são os principais integrantes da aliança vencedora da eleição estadual de 2014.
Fonte: Portal AZ